"Vó, Vou Lá!" (27/08)

 "VÓ, VOU LÁ!"

"Me lembro de um tempo,
em que tudo pra mim,
era Primavera-Verão!
Morava a três casas de minha Avó.
Deixava minha mãe na solidão.
E corria descendo o morro;
abrindo e fazendo um barulhinho naquele portão.
Ela não escutava quase nada,
pelo menos, era o que dizia...
Eulinha, minha Tia, já resmungava, e dizia:
Iiih, "É hoje!" Mas, logo se alegrava
e me gritava:
-"Oh, Bichinha!"
Avó, ficava apreensiva, pois, como toda mãe,
tinha medo que qualquer pessoa fizesse mal a sua filha...
Mas, como eu adorava estar com essas duas...
Só Jesus sabia!
Passava o dia inteiro na casa delas.
Mamãe Julia, enfim, aparecia,
quase no fim do dia,
para ver a minha paradela.
Lá, botava a fofoca em dia.
Tinha a mamãe dela como sua melhor amiga,
coisa de filha!
E, quando chovia, Eulinha batia na coxa, tão forte,
e se enfurecia. Gostava era da luz do Sol; do Dia!
E, isso eu puxei delas!
Mainha iria embora, e eu ficava mais algumas horas!
Fazendo companhia!
Avô Joaquim, chegava da rua, e se assentava no mesmo
cantinho da mesa da cozinha,
com joelho dobrado para cima,
apoiava em uma perna só, no banquinho,
e ficava ali comendo quietinho, igual mineirinho mêsmo!
Dava quatro horas da tarde, era o banho da Eulinha.
Enquanto isso, avó Zotinha, pegava um papelzinho;
escrevia sua listinha, e me pedia pra ir na vendinha
do seu Marcelino, chegava lá, e fazia tudo direitinho,
o que ela me pedia: Anotar no caderninho; um "fiadinho";
Minha mãe também fazia.
E, assim era nossas vidas...
Via o "Vale a Pena Ver de Novo", "Malhação";
e, quando percebia, elas já estavam "ferradas no sono".
E, se eu desligasse a TV, elas acordavam. No pulo, dizendo:
-"Não desliga, não sô!"
-"Uai, quem mandou se desligar?!"
Eu ficava sem graça...
Deixava elas cochilarem!
E, ficava ali tomando conta,
até o meu avô chegar!
E, assim, era praticamente, todo santo dia!
Mas, toda vez que eu iria embora,
elas iriam até o lado de fora.
E eu, por fim, sempre dizia:
-"Vó, Vou Lá!"
Ela morria de rir, e reproduzia:
-"Vou Lá!"

Por que, essa era a frase, ou bordão,
que eu sempre usava, toda vez que iria embora...
Ela já sabia o que eu iria falar:
-"Vó, Vou Lá!"

O que mais nos doía , era ouvir o carro de som passar,
anunciando o velório de alguém.
Até que um dia, o do Vô, e o Delas,
foram anunciados também.
E, a cidade inteira ouviu. Todos sentiram.
E, Guarani, ficou em silêncio também.
Hoje, elas "Foram Lá!", e nós por aqui,
ainda ficamos!
Com a esperança de que um dia,
nos encontremos!

Inesquecível é o nosso:
"Vou Lá!", subir o morrinho
e descansar! Lembrar de sua doce risada,
reproduzindo o meu bordão:
-"Vó, Vou Lá!"

Te Amo Lygia, Eula e Valeriano!

(08 e 09 de Agosto, de 2026)
By: Paullo Dourado.


(Poema: "Vó, Vou Lá!" | Paullo Dourado + Curta Para Zotinha e Família)
 (27.08)

"SAUDADE DO'CÊ!"

 A Saudade não é Amarga,
Nem Salgada!
A Saudade é Do'Cê!
Só Do'cê!
Saudades Doce, Do'cê!

Imagem Gerada Por I.A.









(26.06.2025)
By: Paullo ;-Dourado




“Um Desligamento Total Da Raça Humana Artificial”

“Fomos desligados,
Para que enfim, pudéssemos ser reprogramados.
Onde nada mais pudesse ser “Instagramável”, “Postável”, apenas, amável. Acabando com a ansiedade, com toda a maldade. Para não haver nenhuma iniquidade.
Onde a liberdade, possa andar lado a lado com a igualdade. Acabando de vez com toda libertinagem. Onde jamais possa haver de novo, traquinagens.

Imagem Gerada com I.A.

Um Desligamento Total do subconsciente
Como se fossemos resetados,
E mudasse toda nossa mente.
Sermos seres mais evoluídos, mais conscientes.
Onde possamos entender, que somos apenas
uma partícula, bem minúscula, no meio desse devasto e Intocável Universo.
Onde nada, nem ninguém possa ser controlados e vigiados, por uma “Meta”verso. Onde a meta, possa ser o Respeito um pelo outro. E não a desconfiança, e a insegurança.
Onde a violência nunca mais possa existir. E a paz mundial, comece a finalmente surgir. E atingir, todos os Continentes! Onde as raças, possam ser apenas, Gentes.

Imagem Gerada Com I.A.

Mas, que pena! Não somos robôs!
Possuímos a vida. E quando ela acaba, o desligamento é a morte.
Não sabemos se vamos para o sul, ou para o Norte. Ou, para o outro lado da existência...
Então, para que se apressar, ou competir? O momento é aqui. É o agora! Cria e faça a sua história. Reprograme-se quantas vezes preciso for. Só não deixe que a dor, fale mais alto; somente o amor!
“A gente só se vive uma vez”, mas, também só morre uma. Então, escolha: Qual é a Tua?"


(12/05/2025)

By: Paullo Dourado